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O Jornal Nacional noticiou ontem, em tom de nota da Redação, a prisão do jornalista Roberto Cabrini, em São Paulo, por tráfico de cocaína. Cuidou-se para não haver dúvidas sobre quem era sua atual empregadora: Rede Record.
A gravidade da expressão de William Bonner e seu tom de voz solene, combinados com as imagens de arquivo, poderiam até levar um telespectador que acabasse de ligar a TV a imaginar que o apresentador divulgava a morte de seu colega de profissão.
Será que o destaque dado pela Rede Globo, então com poucas informações sobre as circunstâncias da prisão, foi ético e proporcional à relevância da notícia, veiculada em horário nobre? A Globo dispensaria a mesma cobertura a jornalistas da própria casa?
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No mesmo JN, um dos advogados do casal suspeito de assassinar covarde e brutalmente a pequena Isabella declarou ser ainda cedo para descartar a hipótese de ter havido uma terceira pessoa no apartamento naquela noite fatídica. Convenhamos, cara-pálida, se a defesa sustenta a inocência dos acusados, por uma questão de coerência a presença de uma terceira pessoa não seria apenas uma hipótese, mas a única.
criado por Manoel
20:00:08